Violência mata 27 iraquianos e cinco soldados americanos

Pelo menos 27 iraquianos morreram em diferentes ataques nesta quinta-feira, e o Exército dos EUA anunciou a morte de mais cinco militares americanos. Duas bombas explodiram pouco depois das 10 da manhã numa região comercial bastante freqüentada de Bagdá, na região do Portão Sul, matando nove civis e ferindo outros 43.A explosão de uma bomba plantada sob um carro matou 12 civis e feriu outros 26 perto do estádio al-Sha´ab, leste de Bagdá. A bomba explodiu em meio a um grupo de pessoas que estavam numa fila para comprar querosene. Outra explosão visou a uma patrulha da polícia no oeste de Bagdá, mas errou o alvo, matando dois civis e ferindo outras quatro pessoas.Homens vestindo uniformes policiais e usando carros da polícia atacaram uma barreira de fiscalização do Exército e da polícia iraquianos em Balad, ao norte de Bagdá. Três soldados foram mortos e cinco ficaram feridos. Três civis também foram feridos. Em Qazaniya, perto da fronteira com o Irã, uma bomba matou um soldado iraquiano que viajava num veículo militar.O Exército dos EUA informou a morte de quatro de seus soldados em três ataques à bomba contra patrulhas em Bagdá e a de um fuzileiro naval em combate na província de Anbar. Este mês, 100 militares americanos já morreram no Iraque - o segundo mês mais letal para as tropas dos EUA em 2006, perdendo apenas para outubro, que registrou a morte de 105.Desde o início da guerra, em março de 2003, pelo menos 2.988 integrantes das Forças Armadas dos EUA já morreram no Iraque.O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta que houve avanços nos encontros realizados com assessores para definir uma nova estratégia para o Iraque. Ele reuniu-se com o vice-presidente, Dick Cheney, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, o secretário de Defesa, Robert Gates, e o general Peter Pace em seu rancho, no Texas. "A chave para o sucesso no Iraque é ter um governo que esteja disposto a lidar com os elementos que tentam impedir o progresso daquela jovem democracia", afirmou. Bush disse que ouvirá mais conselhos antes de tomar uma decisão sobre o plano final.

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