Violência na África do Sul já matou pelo menos 50 imigrantes

Mais de 25 mil pessoas foram expulsas de suas casas em duas semanas de violência contra os estrangeiros

Associated Press,

25 de maio de 2008 | 10h50

O balanço de mortos em duas semanas de violência contra os estrangeiros na África do Sul chegou a 50, informou a polícia neste domingo, 25. Enquanto isso, mais de 25 mil refugiados se acomodam em acampamentos precários e sofrem com as chuvas e as baixas temperaturas.   Veja também:  Milhares marcham contra a xenofobia na África do Sul  Saudosistas do apartheid alimentam violência, diz África do Sul  Violência na África do Sul chega à Cidade do Cabo   A cifra de vítimas aumentou em oito pessoas em relação ao último anúncio oficial. Um porta-voz da polícia afirmou neste domingo que o exército continua dando respaldo à polícia com o objetivo de aplacar a violência. No sábado, o exército informou que um de seus soldados matou um homem a tiros quando este tentava atacar uma mulher em um bairro onde já foram registradas agressões a estrangeiros.   "Não houve mudanças até o momento. A paz ainda não foi restabelecida", destacou Govindsamy Mariemuthoo, um porta-voz da polícia da província de Gauteng. Segundo ele, houve alguns incidentes durante a noite de sábado, mas que não deixaram mortos nem feridos.   Milhares de estrangeiros seguem dormindo em acampamentos precários depois de serem atacados com pedaços de pau e facas em suas casas por grupos de sul-africanos que acusam os imigrantes de roubar seus trabalhos e aumentar a delinqüência no país. Neste domingo, foi realizada uma missa religiosa em um dos acampamentos.   A violência começou na cidade de Alexandra, região metropolitana de Johannesburgo, em 11 de maio, e chegou à Cidade do Cabo e à cidade portuária de Durban. Mais de 25 mil foram expulsas de suas casas em 13 dias de ataques por multidões que esfaquearam, espancaram e queimaram imigrantes de outras partes da África.   (com Reuters)

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