Violência na capital da Somália matou 6.500 em 2007

Conflitos na Somália mataram 6.501 eferiram 8.515 civis em 2007 na capital, Mogadíscio, disse umgrupo de direitos humanos na segunda-feira. A Organização de Paz e Direitos Humanos Elman informou quecalculou que 1,5 milhão de pessoas foram retiradas de suascasas na cidade durante o ano, que começou com a queda dogoverno islâmico e uma insurreição rebelde. O presidente da organização, Sudan Ali Ahmed, disse que asforças etíopes que apóiam o governo da Somália são responsáveispor muitas mortes de civis. Moradores da cidade sãofreqüentemente atingidos por balas perdidas de tiroteios entregrupos guerrilheiros islâmicos e soldados etíopes. "A comunidade internacional deve intervir nos assuntos asSomália para forçar a saída dos etíopes. Ao mesmo tempo, devemtrazer uma força de paz internacional para garantir a segurançado país", disse Ahmed em entrevista à imprensa. Ele disse que acredita aos os Estados Unidos estãofinanciando a Etiópia para manter suas tropas na Somália, edevem também ser responsabilizados. O Chifre da África está mergulhado no caos desde quemilitares derrubaram o ditador Mohammed Siad Barre, em 1991. Ogoverno de transição é o 14o a tentar restaurar um podercentral no país desde então. No incidente violento mais recente, um morteiro matou oitomembros de uma mesma família em um campo de refugiados ao nortede Mogadíscio no domingo. Rebeldes também atacaram soldados doExército e forças de paz de Uganda e Burundi no sul da cidade,em um ponto estratégico. O porta-voz da força de paz da União Africana disse queninguém ficou ferido no confronto. Na segunda-feira, um altocomandante islâmico disse à rádio local Shabelle que seushomens haviam realizado o ataque. (Reportagem de Aweys Yusuf e Abdi Sheikh; Redação de DanielWallis; Edição de Keith Weir)

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