Violência na Caxemira cai para menor nível em 20 anos

A violência separatista no lado indiano da Caxemira caiu para o menor nível desde que começou a mais recente insurgência, há quase duas décadas, informou a polícia na sexta-feira. No entanto, quase mil militantes muçulmanos continuam a operar na região. Autoridades indianas dizem que a violência entre as tropas indianas e os militantes separatistas começaram a ter uma queda consistente em 2004, depois que a Índia e o Paquistão, que reivindicam a totalidade da região que controlam em parte, começaram um processo de paz. Em uma ofensiva contra militantes em Jammu e no Estado da Caxemira neste ano, as forças de segurança indianas mataram 350 guerrilheiros, incluindo 67 comandantes importantes de diferentes grupos, informou o diretor-geral da polícia da região, Kuldeep Khuda. O número de incidentes por parte de rebeldes caiu cerca de 40 por cento, para 700, em comparação com o ano passado - é o mais baixo nível na história, disse o diretor-geral da polícia da região em um comunicado. Há cerca de 250 militantes estrangeiros entre as quase mil guerrilhas que operam na região, acrescentou Khuda. Este número inclui membros do grupo paquistanês Lashkar-e-Taiba, que o governo indiano culpa pelos ataques a Mumbai, no qual 179 pessoas morreram no mês passado. A Índia impôs uma pausa no diálogo com o Paquistão desde o ataque, feito por 10 atiradores na centro financeiro do país. Os separatistas convocaram um boicote às eleições estaduais na Caxemira, que acabaram nesta semana - é a terceira votação desde que a insurgência começou, em 1989. As eleições praticamente não tiveram problemas. Autoridades dizem que mais de 47 mil pessoas foram mortas em quase duas décadas na Caxemira, palco de grandes protestos anti-Índia neste ano. Os separatistas dizem que o número de mortos é de 100 mil. Na sexta-feira, pelo menos 18 pessoas ficaram feridas em Srinagar, a capital de verão da Caxemira, quando manifestantes muçulmanos entraram em conflito com as tropas no mais recente protesto contra o comando indiano, disseram a polícia e testemunhas. Usando cacetetes e gás lacrimogêneo, as tropas perseguiram centenas de separatistas, que se defendiam com pedras e gritavam "queremos liberdade", segundo testemunhas. (Por Sheikh Mushtaq)

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