Violência na Colômbia impede ajuda da ONU

A ONU alerta: a crescente violência na Colômbia está impedindo que as Nações Unidas consigam entregar alimentos e remédios às populações carentes e aos refugiados no país. Ontem, em Genebra, o Programa Mundial da Alimentação (PMA, agência especializada da ONU) pediu que as partes envolvidas no conflito permitam que os funcionários da entidade possam transitar pelo país para conseguir fornecer ajuda humanitária. Segundo a porta-voz do PMA, Christiane Berthiaume, desde o início do ano cerca de 40 caminhões alimentos da ONU foram parados e roubados pelos pára-militares e por grupos de rebeldes nas estradas colombianas. A ONU aponta que homens armados nas entradas das cidades, principalmente na província de Antioquia, representam a maior dificuldade para a livre circulação da ajuda humanitária. As estradas entre Medelín e Quibdo e entre Medelín e Bogotá são as mais perigosas do país e os alimentos acabam ficando detidos por dias antes de serem liberados para as populações. Segundo o PMA, todos os dias, cerca de 130 mil colombianos dependem dos alimentos e remédios da ONU para sobreviver. "Sem conseguir ter acesso à essas pessoas, uma catástrofe humanitária pode estar perto de ser observada na Colômbia", afirma a porta-voz. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se recusam a negociar com o governo colombiano e não aceitam a mediação das Nações Unidas para colocar fim ao conflito.

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