Violência na Costa do Marfim já fez quase 300 mortos, diz ONU

Comunidade internacional aponta oposicionista Alassane Ouattara como vencedor de eleição

REUTERS

10 de fevereiro de 2011 | 17h19

Pelo menos 296 pessoas já morreram devido à turbulência pós-eleitoral na Costa do Marfim desde meados de dezembro, disse a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira.

A comunidade internacional aponta o oposicionista Alassane Ouattara como vencedor da eleição de 28 de novembro, mas o presidente Laurent Gbagbo se recusa a deixar o cargo, e continua controlando as Forças Armadas.

Muita gente já morreu em confrontos entre seguidores de Ouattara e as forças de segurança, a maioria em incursões de tropas e milícias aliadas do presidente contra bairros habitados por simpatizantes da oposição. A ONU diz também que muitas pessoas foram sequestradas nessas incursões.

Só na semana passada, 22 pessoas morreram em Abidjan, maior cidade da Costa do Marfim, segundo nota da ONU.

"Isso eleva o total de mortos a mais de 296 desde meados de dezembro", disse o porta-voz Hamadoun Touré, acrescentando que a cifra não inclui as vítimas de sequestros e estupros.

Paramilitares leais a Gbagbo mataram pelo menos seis civis na segunda-feira em um reduto de Ouattara, segundo testemunhas. E no fim de semana passado Gbagbo comandou uma cerimônia pelos 32 policiais e soldados mortos desde meados de dezembro, quando a situação se tornou violenta.

As forças do governo raramente comentam sobre números de vítimas, e costumam proibir o acesso da imprensa e do público aos locais onde ocorrem incidentes violentos, até que os corpos sejam retirados.

(Reportagem de Tim Cocks)

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