Violência na Líbia faz UE avaliar sanções contra o país

Apesar de diferenças entre países, Kadafi "não pode seguir ameaçando seu povo", diz porta-voz

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 09h56

BRUXELAS - A União Europeia (UE) avalia tomar ações contra a Líbia em resposta à violência ocorrida no país do norte africano nos últimos dias. Funcionários da UE vão se reunir na tarde desta quarta-feira, 23, para considerar "possíveis medidas restritivas" contra a Líbia, informou uma porta-voz de Catherine Ashton, a chefe da política externa do bloco europeu.  

 

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A porta-voz disse que "há diferentes ideias entre os Estados membros" sobre as sanções. O líder da Líbia, Muamar Kadafi, está "na origem da violência" e precisa iniciar um diálogo nacional imediatamente, acrescentou a funcionária. "Ele não pode seguir ameaçando seu povo com a violência e não pode agir de modo tão violento", afirmou.

Os protestos contra Kadafi entram em seu nono dia nesta quarta-feira. Grupos pelos direitos humanos estimam que até 400 pessoas já tenham morrido por causa da repressão às manifestações contra o regime.

Portos

Todos os portos e terminais da Líbia estão temporariamente fechados por causa das manifestações contra o regime de Kadafi, informou hoje a companhia de transportes CMA CGM em comunicado em seu site. "Por causa da insurreição geral em algumas cidades líbias desde a semana passada, todos os portos e terminais estão temporariamente fechados." Uma porta-voz do grupo disse à France Presse hoje que não tinha informações sobre quando os portos podem ser reabertos.

O grupo afirmou que é representado na Líbia pela OSCL, cujo escritório em Trípoli funciona apenas em esquema emergencial. Seus escritórios em Misurata, Khoms e Benghazi foram temporariamente fechados, segundo o comunicado. Enquanto espera a reabertura dos portos, a CMA CGM estoca materiais em Malta, "que fica a apenas 12 horas dos portos líbios", informou a companhia. Ontem, operadores do mercado de petróleo disseram esperar que os portos da Líbia sejam reabertos após dois ou três dias. As informações são da Dow Jones.

 

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