Violência no Iraque deixa 11 mortos nesta segunda-feira

Uma série de ataques ao norte de Bagdá, dentre eles uma série de atentados à bomba contra a polícia, deixou 11 mortos nesta segunda-feira. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki pediu mais cooperação a Washington para o combate à militância armada, já que amplas operações contra insurgentes e o aumento das medidas de segurança não surtiriam efeito na repressão ao aumento da violência.

Agência Estado

04 de novembro de 2013 | 10h13

As ações desta segunda-feira tiveram como alvo principal as forças de segurança. Terroristas suicidas tiveram como alvo instalações policiais de várias cidades do norte do Iraque.

No mais violento deles, várias bombas foram lançadas contra uma delegacia na cidade de Sharqat, na província de Salaheddin, área predominantemente sunita. Quatro policiais morreram e dezenas ficaram feridos, segundo fontes médicas e policiais.

A explosão do primeiro carro-bomba, do lado de fora da delegacia, não deixou feridos, mas quando a polícia e equipes de resgate estavam na cena do atentado, dois suicidas detonaram os explosivos que levavam junto a seus corpos. |

Outro carro-bomba, detonado por um suicida, teve como alvo a academia de polícia da capital de Salaheddin, Tikrit, um dia depois de o centro ter iniciado uma campanha de recrutamento. Uma pessoa morreu e nove ficaram feridas, informaram funcionários do governo.

Dois suicidas atacaram uma delegacia na província de Kirkuk, matando dois policiais e deixando vários feridos.

Também nesta segunda-feira, homens armados mataram a tiros três funcionários públicos em Mosul, principal cidade do norte do país. Um ataque com granada a um posto de verificação do Exército ao norte de Bagdá deixou um soldado morto e alguns feridos.

Atos de violência já mataram mais de 5.400 pessoas neste ano, na pior onda da violência no país desde 2008, quando houve uma cruel guerra sectária que resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas.

Além dos problemas de segurança, o governo iraquiano não consegue fornecer de forma adequada serviços básicos como eletricidade e água potável e a corrupção está disseminada no país. Disputas políticas paralisam o governo e o Parlamento não aprova uma lei importante há anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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