Violência política mata ao menos 16 no Paquistão

Pelo menos 16 pessoas morreram após uma nova onda de violência política na cidade portuária de Karachi, sul do Paquistão, informaram hoje funcionários do governo. Os confrontos ocorreram em meio ao aumento das tensões entre o Movimento Muttahida Qaumi (MQM, pela sigla em inglês), que defende os direitos dos imigrantes, e o Partido Nacional Awami (ANP, pela sigla em inglês), que representa os colonos do noroeste. O MQM é parceiro na coalizão liderada pelo Partido do Povo Paquistanês, que governa a província de Sindh, sul do país, da qual Karachi é a capital.

AE, Agência Estado

21 de março de 2011 | 14h36

"Pelo menos 16 pessoas pertencentes aos partidos de coalizão foram mortas a tiros desde sábado", disse consultor do Ministro do Interior de Sindh, Sharfuddin Memon. Karachi, a maior cidade do Paquistão e capital comercial do país, tem registrado episódios de violência desde janeiro, quando 17 pessoas foram mortas a tiros.

Memon responsabilizou "grupos extremistas" pela nova onda de violência. "As organizações jihadi (militantes) estão envolvidas nos assassinatos numa tentativa de expulsar o governo porque ações estão sendo tomadas contra eles", afirmou. Um graduado oficial de polícia e um oficial de segurança confirmaram o número de mortos.

A violência política em Karachi em 2010 foi a pior dos últimos anos, com 85 pessoas assassinadas depois de um legislador ter sido morto a tiros em agosto e mais de 70 pessoas terem morrido em outubro, na véspera da eleição para a escolha do sucessor do legislador. A cidade também registra assassinatos, crimes e sequestros por questões étnicas. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistãoviolência políticamortes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.