Violência prejudica 2º turno na Caxemira

Amedrontados com as explosões e ameaças de milicianos islâmicos, poucos cidadãos se aventuraram a votar nesta terça-feira na maior cidade da Caxemira indiana, Srinagar, embora a afluência a um segundo turno eleitoral tenha sido muito maior do que em outras partes dessa província na região do Himalaia.Pelo menos 42% dos eleitores votaram nos três distritos cruciais de Srinagar, segundo a Comissão Eleitoral Federal. Separatistas islâmicos tentaram impedir a votação na única província de maioria muçulmana com ataques aos candidatos, aos eleitores e à polícia.Denunciaram uma suposta fraude eleitoral a favor do governo indiano. Logo após a abertura das urnas, as forças de segurança mataram dois milicianos que haviam atacado uma casa que servia de posto eleitoral. Em diversos locais de Srinagar se ouviam esporádicos disparos e explosões de granadas.Embora a violência tenha diminuído até o meio-dia desta terça-feira, apenas crianças - centenas delas - ocupavam as ruas para jogar críquete. Uma hora antes do encerramento da votação, apenas 43 eleitores se haviam apresentado para votar no colégio Burn Hall, no centro de Srinagar.Cinco deles eram o ministro Faruk Abdula - a mais alta autoridade eleita do estado de Jammu-Caxemira - e seus familiares. Abdula, cujo partido, o Conferência Nacional, governa a Caxemira há seis anos, culpou o Paquistão pela baixa afluência. A Índia acusa o Paquistão de armar os separatistas islâmicos e incentivá-los a cruzar a fronteira - acusação rejeitada por Islamabad.

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