Violência relacionada à guerra síria deixa um morto no Líbano

Choques ocorreram após mais de 20 mil pessoas participarem ontem de uma maratona contra a violência no norte do país

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2013 | 02h05

Pelo menos 1 pessoa morreu ontem e outras 13 ficaram feridas em confrontos entre vizinhos de dois bairros rivais na cidade de Trípoli, norte do Líbano, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.

Os choques, com armas automáticas e lança-granadas, opuseram os habitantes de Bab Tabbaneh, de maioria sunita, e de Jabal Mohsen, bairro de maioria alauita, cujos habitantes apoiam o regime do presidente sírio, Bashar Assad.

Os feridos, entre os quais um adolescente, um oficial do Exército e um policial, foram levados a hospitais da região. Três pessoas ficaram feridas em Jabal Mohsen e dez em Bab Tabbaneh. Segundo as fontes, disparos de franco-atiradores ainda continuavam sendo ouvidos.

A ANN acrescentou que o Exército está respondendo aos disparos e fechou os principais acessos à região para evitar mais vítimas.

Vários projéteis caíram no mercado de hortaliças em Bab Tabbaneh onde uma banca se incendiou, enquanto um ônibus com passageiros foi atingido por disparos de franco-atiradores, mas nenhum ocupante ficou ferido.

Ao que parece, a onda de violência começou após uma discussão entre jovens das duas etnias que acabou levando à intervenção de franco-atiradores e as disparos de granadas de morteiro. Os choques ocorreram depois que mais de 20 mil pessoas participaram ontem de uma maratona em Trípoli contra a violência e para destacar seu caráter de "cidade de convivência".

A divisão sectária em Trípoli tem sido um ponto de tensão no Líbano. No entanto, desde que começou a revolta na Síria, em março de 2011, Trípoli, cidade de maioria sunita, tem sido cenário de intensos choques entre os membros dessa comunidade e os grupos alauitas, favoráveis ao regime de Assad, que já causaram dezenas de vítimas.

Em dezembro, pelo menos 12 pessoas foram mortas nos confrontos entre sunitas e alauitas, os piores já ocorridos na cidade portuária libanesa. / EFE

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