Violência religiosa deixa centenas de mortos na Nigéria

Líderes muçulmanos da Nigéria denunciaram a morte de centenas de pessoas em ataques promovidos por uma tribo cristã, ao mesmo tempo em que a Cruz Vermelha e a polícia reviravam os destroços de casas e templos de madeira em uma cidade majoritariamente islâmica, na região central deste país africano. A Cruz Vermelha confirmou a morte de pelo menos 500 pessoas, disse Umar Abdu Mairga, diretor da equipe enviada pela entidade à cidade de Yelwa, Estado de Plateau, onde os crimes foram cometidos entre domingo e terça-feira. De acordo com ele, a contagem dos corpos e entrevistas com testemunhas e familiares levam a Cruz Vermelha a acreditar que "entre 500 e 600 pessoas tenham morrido". A estimativa é similar à de Yakubu Haruna, um vereador de Yelwa. Segundo ele, o número de mortos poderia chegar a 600, muitos deles sepultados por familiares em campos e florestas nos arredores da cidade. As mortes fazem parte de um ciclo de violência étnico-religiosa na região central da Nigéria iniciada em setembro de 2001, quando cristãos e muçulmanos enfrentaram-se na então pacífica cidade de Jos. Mais de mil pessoas morreram em apenas uma semana. Muitas outras foram assassinadas desde então. A partir janeiro último, centenas de pessoas já perderam a vida no conflito.

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