Violência sectária deixa pelo menos 35 mortos na Nigéria

Conflitos envolvendo grupos radicais islâmicos tiveram início na manhã da segunda-feira

Associated Press e Agência Estado,

29 de dezembro de 2009 | 11h15

Confrontos entre militantes islâmicos e forças de segurança no norte da Nigéria deixaram pelo menos 35 mortos, segundo informaram nesta terça-feira, 29, as autoridades nigerianas. Integrantes de seitas armados com arpões e flechas saquearam a vizinhança e atearam fogo às casas.

 

Mohammed Barau, porta-voz da polícia do Estado de Bauchi, disse que integrantes da seita Kata Kalo começaram a lutar entre si e a acusarem-se mutuamente de ter causado a grave doença do líder do grupo. Ele corrigiu a informação oficial, fornecida anteriormente, de que a prisão do líder teria dado início do conflito.

 

Os confrontos se espalharam pelas ruas de um bairro pobre perto da cidade de Bauchi e forças militares tentaram interromper a violência, disse Barau. Os policiais disseram que os militantes estavam armados com arpões e flechas. O feroz ataque militante fez com que a unidade militar recuasse, disse Barau. Pelo menos um soldado morreu nos primeiros confrontos na manhã da segunda-feira, além de duas pessoas que passavam pelo local.

 

Barau disse que unidades miliares e da polícia retornaram à área posteriormente, mas "antes que a polícia chegasse ao local, eles já haviam se matado". Mas assassinatos extrajudiciais são comuns na Nigéria e um relatório da Anistia Internacional divulgado em novembro afirma que a polícia mata centenas de pessoas a cada ano.

 

Barau afirmou que a área foi controlada nesta terça-feira. "A situação foi normalizada. Todos foram cuidar das suas coisas", disse ele.

 

A Nigéria, um país de cerca de 150 milhões de pessoas, é praticamente dividida entre muçulmanos no norte e cristão ao sul A violência religiosa é geralmente iniciada por disputas políticas locais em vez de influências internacionais.

 

Em julho, as lutas em Bauchi iniciadas com o ataque de outra seita islâmica contra uma delegacia de polícia produziram uma onda de violência pelo norte do país que deixou mais de 700 mortos.

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