Violência xenófoba está controlada, diz África do Sul

A África do Sul disse nasegunda-feira que os ataques violentos contra imigrantes, quemataram 56 pessoas na última quinzena, já foram controlados. O presidente Thabo Mbeki lamentou as agressões no domingo edisse que o governo agirá com firmeza para conter essesepisódios, que puseram 30 mil pessoas em fuga e atraíramcríticas de outros países africanos. Na segunda-feira, o ministro da Segurança, Charles Nqakula,disse que a violência está sendo reduzida. "Nas últimas 24horas não houve ataques violentos", disse ele pela TV. A emissora pública SABC disse que os incidentes deixaram umsaldo de 56 mortos, 440 casas queimadas, 30 mil desabrigados e1.348 presos. "A situação está sob controle. Isso não significa que nãopossa haver algumas erupções espontâneas neste imenso país",disse o ministro de Inteligência, Ronnie Kasrils, emdeclarações também divulgadas pela TV pública. Bandos armados com facas, pedras e em alguns casos armas defogo passaram a atacar imigrantes de outros países africanos nodia 11 numa favela de Johanesburgo. Nos dias seguintes, osincidentes se espalharam para outras cidades, alimentados pelosentimento de que os imigrantes cometem crimes e tiram empregosda população local. Mbeki reiterou a posição de seu governo de que os ataquessão provocados por uma minoria que não reflete os valores detolerância que predominam entre os cerca de 50 milhões dehabitantes do país. A SABC disse que moçambicanos estão voltando assustadospara seu país, e que 25 mil zimbabuanos também fugiram. Há naÁfrica do Sul cerca de 5 milhões de imigrantes, sendo 3 milhõesdo Zimbábue, onde há uma grave crise política e econômica. "É melhor voltar para casa vivo, porque ficar aqui naÁfrica do Sul está perigoso demais", disse um homem. (Reportagem de Stella Mapenzauswa)

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