Virgin Austrália suspende mais voos pelo retorno de cinzas vulcânicas

Poeira vulcânica do Puyehue se desloca com rapidez e poderá cobrir a Austrália inteira

Efe,

20 de junho de 2011 | 05h24

Foto do Puyehue-Cordón Caulle no último domingo, 19: gigante continua a expelir cinzas

 

 

SYDNEY - A companhia aérea Virgin Austrália suspendeu nesta segunda-feira, 20, todos os voos programados para terça-feira, 21, com origem e destino em Adelaide e Mildura devido ao retorno das cinzas do vulcão chileno Puyehue-Cordón Caulle ao espaço aéreo australiano.

 

"As previsões sugerem que a nuvem de cinza estará na terça-feira abaixo dos 20 mil pés (6,1 quilômetros) sobre Adelaide e Mildura e por isso suspendemos estes serviços para amanhã", disse o chefe de operações da companhia aérea, Sean Donohue.

 

Enquanto isso, uma porta-voz da Qantas Airways indicou ao Sydney Morning Herald que ainda não cancelaram os serviços ao considerar que o "impacto será mínimo", mas não descartou que houvesse atrasos em alguns voos de Adelaide no início da manhã.

 

As companhias aéreas Jetstar e Tiger Airways também não suspenderam voos.

 

Segundo o Centro de Vigilância de Cinzas australiano, a nuvem de cinza do Puyehue-Cordón Caulle se desloca com rapidez para o sudoeste da Austrália Ocidental região que se encontra cerca de 2 mil quilômetros.

 

As autoridades preveem que o cruzamento da fronteira do estado da Austrália do Sul na terça-feira ocasione problemas no corredor aéreo entre Melbourne e Sydney ao expandir-se depois em direção ao sul do estado de Nova Gales do Sul.

 

Na semana passada, a nuvem de cinzas obrigou o cancelamento de dezenas de voos na Austrália e Nova Zelândia e deixou milhares de passageiros na espera durante os seis dias de caos em diversos aeroportos dois países.

 

Apesar de que a atividade do vulcão se reduziu, a nuvem de cinza se aproxima novamente da Oceania e "tudo parece indicar que cobrirá toda Austrália", disse o diretor do Centro de Vigilância de Cinzas, Andrew Tupper.

 

O complexo vulcânico chileno Puyehue-Cordón Caulle, a mais de 9 mil quilômetros da Nova Zelândia, entrou em erupção em 4 de junho e criou uma nuvem de cinza que alterou as operações aéreas na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil, assim como a Austrália e Nova Zelândia.

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