Mexico's Presidency/Reuters
Mexico's Presidency/Reuters

Visita a Washington foi 'muito intensa', diz López Obrador

Mexicano fez sua primeira viagem ao exterior em 18 meses como presidente para se reunir com Trump, por ocasião da entrada em vigor do acordo de livre-comércio que substitui o antigo Nafta

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 15h15

CIDADE DO MÉXICO - O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta quinta-feira, 9, que sua visita a Washington foi "muito intensa" e importante para ambos os países e para o Canadá, parceiros de um acordo comercial, cuja renovação foi celebrada por esses dois presidentes.

"Foi uma visita com pouco tempo, mas muito intensa e considero muito importante para os três países da América do Norte - Canadá, Estados Unidos e México -, porque o novo acordo comercial foi acionado", comentou López Obrador, antes de embarcar de volta para casa.

O mexicano fez sua primeira viagem ao exterior em 18 meses como presidente para se reunir com seu colega americano, Donald Trump, por ocasião da entrada em vigor do T-MEC (USMCA, na sigla em inglês).

Esse acordo de livre-comércio está ativo desde 1º de julho e substitui o antigo Nafta (na sigla em inglês), em vigor desde 1994 e renegociado por pressão de Trump.

"Isso vai significar investimentos para a região, empresas, trabalho e bem-estar para nossos povos", acrescentou o presidente mexicano, conhecido também pelas iniciais do nome AMLO, em uma transmissão de vídeo em suas redes sociais. Nela, ele está acompanhado de seu chanceler, Marcelo Ebrard; da secretária de Economia, Graciela Márquez; e da embaixadora mexicana em Washington, Martha Bárcena.

Tensões de lado

Em sua primeira reunião presencial, Trump e López Obrador se elogiaram mutuamente e ignoraram as tensões entre os dois países em temas sensíveis como migração e segurança desde que o americano chegou ao poder, com uma retórica antimexicana.

Em 2016, Trump chamou os mexicanos de "estupradores" e "criminosos" e prometeu erguer um muro na fronteira entre os dois países. Em 2017, em seu livro Oye, Trump (sem tradução em português), López Obrador considerou uma "canalhice" a retórica anti-imigração de seu colega americano, que comparou à de Adolf Hitler.

O Canadá esteve ausente da reunião. O primeiro-ministro Justin Trudeau se recusou a participar, enquanto permanece no ar a possibilidade de sanções dos EUA ao alumínio canadense.

Como parte de sua política de austeridade, López Obrador viaja de volta para seu país em um voo comercial com escala em Miami. Sua chegada à Cidade do México é esperada para em torno das 15h30 hora local (17h30 no horário de Brasília).

Ao chegar ao aeroporto de Washington, ele foi visto de máscara facial, algo inédito até sua visita aos EUA. López Obrador não pôde evitar o item, cujo uso por parte dos passageiros é exigido pelas autoridades aeronáuticas internacionais, devido à pandemia de covid-19./AFP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.