Visita de Biden ao Iraque marca fim de ações militares

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou ao Iraque hoje para marcar o encerramento formal das operações de combate norte-americanas no país e para pressionar os líderes iraquianos a colocarem um fim ao impasse político que se mantém seis meses após as eleições e impede a formação de um novo governo.

AE-AP, Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 13h33

A cerimônia, que será realizada na próxima quarta-feira, marcará uma mudança do papel de Washington no Iraque, que será mais diplomático na medida em que a missão militar perde tamanho, sete anos após a invasão que depôs Saddam Hussein. As eleições parlamentares de 7 de março não tiveram um vencedor e os insurgentes têm explorado essa incerteza para atacar as forças de segurança iraquianas quase diariamente.

Esta é a sexta visita do vice-presidente ao Iraque desde que foi eleito. Oficialmente, ele foi ao país para presidir a cerimônia militar de troca de comando. Na quarta-feira, o general Ray Odierno termina seu período de mais de cinco anos no país do Oriente Médio e entrega o comando das forças norte-americanas para o tenente-general Lloyd Austin, que tem grande experiência no Iraque e comandou as operações militares entre 2008 e 2009.

Menos de 50 mil militares norte-americanos permanecerão no Iraque - número que chegou a quase 170 mil em 2007. Novas forças militares não terão mais permissão para participar de missões de combate a menos que seja solicitado e acompanhado por forças iraquianas. De acordo com um acordo de segurança entre os dois países, todos os militares dos Estados Unidos deverão deixar o Iraque até o fim de 2011.

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