Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Visita de Bush a Bogotá aviva polêmica sobre Uribe

A rápida parada que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará no domingo em Bogotá avivou a disputa entre os defensores e opositores do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, o maior aliado de Washington na região.A polêmica deixou o clima mais tenso no país latino-americano. Antecipando a visita de Bush, a Colômbia se tornou palco de vários protestos, que, pelo menos em Bogotá, se repetirão no domingo com um grande comício no centro da cidade.Sem entrar na discussão, a breve passagem do governante americano não deixou os moderados, como a Igreja Católica, indiferentes.IgrejaO presidente da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Luis Augusto Castro, disse que a presença de Bush "pode servir para escutar os colombianos" e analisar as desigualdades nas relações entre EUA e Colômbia.Mas Castro também se mostrou favorável a que a ajuda americana para a Colômbia seja menos militar e "mais para o progresso e o desenvolvimento do país, já que essa é a raiz de todos os problemas".O presidente da CEC se referiu à preferência americana ao caráter militar do Plano Colômbia, iniciativa antidrogas e contra o terrorismo, implementado em 2000. Desde então, os EUA encaminharam mais de US$ 3,5 bilhões ao programa, enquanto a ajuda para projetos sociais soma US$ 717 milhões.EsquerdaEmbora com um tom mais suave, Castro concorda com a postura da principal força opositora a Uribe, o partido de esquerda Pólo Democrático Alternativo (PDA), que rejeita a "intromissão" de Washington na Colômbia."O Plano Colômbia aumentou em US$ 4 bilhões a presença militar dos EUA na Colômbia", declarou o porta-voz do PDA no Senado, Jorge Enrique Robledo, afirmando que a operação "inclui conhecidas e fortes atividades de numerosos agentes" secretos, antidrogas e de investigação.Além disso, o líder opositor considerou que o Tratado de Livre-Comércio (TLC) que ambos os países assinaram no final de novembro em Washington, "submete a soberania (colombiana) em todo ou em parte ao domínio estrangeiro (americano)".Por isso, Robledo acusou Uribe na quinta-feira, 8, perante a Comissão de Acusação e Investigação da Câmara de Representantes, de "traição à pátria" e "traição diplomática".O Executivo não se pronunciou sobre o caso promovido pelo PDA no momento em que os legislativos de Washington e Bogotá analisam o TLC.O tratado só poderá entrar em vigor caso seja aprovado em ambos os congressos e, no caso colombiano, a negociação foi atrapalhada pelo escândalo da "parapolítica", por supostas ligações de congressistas e políticos aliados de Uribe com os paramilitares.O Plano Colômbia e o TLC são dois dos assuntos que Uribe e Bush tratarão em uma reunião de às 13h15 de domingo (15h15 de Brasília) na Casa de Nariño, a sede do Executivo.A reunião bilateral será a única atividade oficial de trabalho de Bush, que faz sua segunda visita à Colômbia em seis anos de mandato na Casa Branca. A primeira, também de poucas horas, ocorreu no final de novembro de 2004, na cidade caribenha de Cartagena.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.