Bob Strong/Reuters
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Visons são as novas vítimas da covid-19

Visons infectados foram encontrados em pelo menos dez fazendas holandesas, onde os animais, semelhantes aos furões, são criados por causa de sua pele, muito utilizada em casacos de luxo

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2020 | 04h30

AMSTERDÃ - As fazendas holandesas de visons iniciaram um abate após determinação do governo, que suspeita que animais infectados com coronavírus estejam transmitindo a doença para humanos.

Visons infectados foram encontrados em pelo menos dez fazendas holandesas, onde os animais, semelhantes aos furões, são criados por causa de sua pele, muito utilizada em casacos de luxo. “Todas as fazendas onde houver infecção serão limpas”, disse o porta-voz da Autoridade Holandesa de Segurança Alimentar e Produtos de Consumo, Frederique Hermie.

Na semana passada, o governo ordenou o abate de 10 mil animais por considerar que as fazendas poderiam se tornar um centro de transmissão do novo coronavírus.

Segundo Hermie, o primeiro vison foi infectado por um funcionário de uma fazenda em abril. Em maio, o governo identificou dois casos em que humanos haviam sido infectados por animais doentes – as únicas transmissões entre animais e homens até então conhecidas desde o início do surto global ocorreu na China.

O sacrifício dos bichos é feito por agricultores que usam roupas de proteção e usam gás para matar mães e filhotes dos animais. Os cadáveres são enviados para uma usina que vai incinerá-los. A partir daí, as fazendas serão desinfetadas.

Ativistas dos direitos dos animais dizem que o surto é um ótimo argumento para fechar todas as fazendas que criam visons no país.

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“Estamos pedindo aos 24 países de todo o mundo que ainda permitem a criação de visons que reavaliem rapidamente a situação e as evidências que surgiram na Holanda”, disse Claire Bass, diretora da Humane Society Internacional. 

De acordo com Bass, China, Dinamarca e Polônia são os maiores produtores de visons e 60 milhões são mortos todos os anos para a o uso de sua pele.

De acordo com a federação holandesa de fazendas que criam animais para o uso de sua pele, existem 140 propriedades que criam visons no país e que exportam ¤ 90 milhões (R$ 498 milhões) em peles por ano. O porta-voz da entidade, Wim Verhagen, disse que é “muito difícil para os agricultores entenderem” o abate, pois poucos animais infectados mostram sinais visíveis de doença. O governo está compensando os criadores afetados. / REUTERS

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