Vítima britânica do Ebola é tratada com droga experimental Zmapp

O enfermeiro voluntário William Pooley, de 29 anos, trabalhava no centro de combate ao Ebola em Serra Leoa quando testou positivo para a doença

REUTERS

26 de agosto de 2014 | 15h39

O primeiro britânico a contrair o vírus mortífero do Ebola recebeu a droga experimental Zmapp, informou nesta terça-feira o hospital de Londres onde está sendo tratado, dois dias após ele chegar do oeste da África.

O enfermeiro voluntário William Pooley, de 29 anos, trabalhava no centro de combate ao Ebola em Serra Leoa quando testou positivo para a doença. Ele foi levado para casa no domingo em um avião de carga da Força Aérea Real, especialmente adaptado, e conduzido a uma unidade de isolamento no hospital Royal Free, no norte da capital.

“Depois de refletir cuidadosamente, William decidiu que gostaria de tomar a droga experimental Zmapp, e recebeu a primeira dose na segunda-feira”, afirmou o hospital em um comunicado.

Governos e autoridades mundiais de saúde na Guiné, Serra Leoa e Libéria estão lutando para deter o surto de Ebola, febre hemorrágica que já matou mais de 1.400 pessoas desde que irrompeu no oeste africano em março.

Na semana passada, dois assistentes de saúde norte-americanos infectados pelo Ebola na Libéria foram declarados curados do vírus depois de receber o Zmapp, aumentando as esperanças sobre o seu potencial para combater a doença para a qual não há atualmente nenhuma cura ou vacina.

Contudo, a Libéria afirmou na segunda-feira que um médico local que tratava de vítimas do Ebola morreu em decorrência da doença apesar de usar o medicamento.

O hospital londrino disse que Pooley está “bem disposto”.

“Os próximos dias serão cruciais. A doença tem um desenvolvimento irregular, e saberemos muito mais dentro de uma semana”, declarou Mike Jacobs, consultor para doenças infecciosas do hospital.

A Mapp Biopharmaceutical, fabricante da droga, disse que levará tempo para repor os estoques já esgotados de Zmapp, e cientistas afirmam ser cedo demais para confirmar o valor do medicamento, jamais testado em humanos.

(Por Sarah Young)

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