Vítima do canibal alemão não demonstrava que queria morrer

Um engenheiro alemãoassassinado por um canibal confesso nunca manifestou desejo demorrer, disse hoje o companheiro da vítima numa audiênciasobre o homicídio, num tribunal estadual de Kessel. Quando o processo começou, em 3 de dezembro, o réu ArminMeiwes confessou com detalhes o assassinato, em sua própria casa de Bernd Juergen Brandes, de 43 anos, em março de 2001. Brandes viajou de Berlim a Kassel depois de responder a umanúncio na internet que buscava uma vítima disposta a ser"massacrada e devorada". Segundo um dos testemunhos do acusado, a vítima queria serapunhalada até a morte depois de beber um sedativo para ficarinconsciente. No entanto, René Jasnik, de 27 anos, que namorava Brandes,declarou que "ele não pensava em se matar, nem tinha problemasaparentes". "Até hoje não posso explicar" a morte de Brandes,disse Jasnik. Ele afirmou que o casal era "muito feliz" e que planejavapassar as férias junto no final daquele ano. No entanto, depoisdo desaparecimento de Brandes, Jasnik encontrou seu testamento,fechado em 3 de janeiro de 2001. Os promotores dizem que a morte foi motivada sexualmente epediram que Meiwes fosse acusado de assassinato, apesar deconcordarem que a vítima deu seu consentimento.

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