Vítimas aguardam ajuda na China; grávida é resgatada com vida

Em meio à falta de comida, sobreviventes do terremoto esperam auxílio sem reclamar; mais de 15 mil morreram

14 de maio de 2008 | 16h45

Em Che Jia Va, na China, sobreviventes do terremoto que atingiu o centro do país na segunda-feira aguardam pacientemente por ajuda, informa a rede CNN nesta quarta-feira, 14. Lonas de plástico protegem as vítimas da chuva, que começou após o terremoto. Apesar da falta de comida, água, telecomunicações e suprimentos, a maior parte das pessoas atingidas pelo desastre não reclamam - alguns jogam cartas para passar o tempo, confiantes de que serão enxergadas depois.  Veja também:Chineses no Brasil arrecadam ajuda para vítimas de terremotoChina eleva para 15 mil o número de mortos em terremotoChina tenta evitar que barragem se rompaEntenda como acontecem os terremotos  Vídeo com imagens do terremoto De Pequim, Cláudia Trevisan fala sobre o terremoto  A única reclamação ouvida pela CNN foi um questionamento de um deles, que perguntava por que o governo não avisou que o terremoto estava prestes a acontecer, como fizeram as autoridades em 1976, quando um forte tremor destruiu a cidade de Tangshan e matou cerca de 240 mil pessoas. O último balanço de vítimas fornecido pela agência estatal Xinhua estima que quase 15 mil pessoas tenham morrido, embora autoridades chinesas temam que o número supere os 20 mil, após a confirmação da morte de mais 7.700 pessoas na província vizinha de Wenchuan, região do epicentro do tremor. A agência afirmou ainda que pelo menos 26 mil pessoas estão soterradas e outras 14 mil desaparecidas.  Muitos continuam em choque. "É horrível. Há devastação em todos os lugares", disse uma mulher. O terremoto foi tão forte que algumas casas em Che Jia Va não parecem estar simplesmente destruídas, mas esmagadas. Debaixo dos escombros estão as pessoas que uma vez habitaram as residências. Resgate As equipes de resgate conseguiram salvar uma mulher grávida de oito meses, que esteve presa sob os escombros por 50 horas na cidade de Dujiangyan. Uma segunda mulher foi resgatada minutos depois no mesmo lugar. Foram pequenas boas notícias na província de Sichuan.  "Foi muito tocante. É um milagre que conseguimos juntos", disse Sun Guoli, a chefe dos bombeiros da região. "É o milagre da vida, usando um para salvar o outro", acrescentou, enquanto levava a mulher para a ambulância. Sun esteve no local durante as 50 horas da operação de resgate. Zhang e a outra mulher estavam presas embaixo de cerca de 5,5 metros de destroços. As duas mulheres pareciam abaladas, mas não apresentavam ferimentos sérios. Não houve notícias imediatas sobre o estado de saúde do bebê.

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