Vítimas de incêndio no Peru são sepultadas sem identificação

Quatro dias depois do mais grave incêndio de que se tem registro na história do Peru, o sepultamento dos cadáveres continua. Dos 274 corpos encontrados, apenas 64 foram reconhecidos. O restante, mais de 200, foi submetido a temperaturas tão elevadas que a identificação visual foi impossível. Seu sepultamento, hoje, está sendo feito sem identificação, seguindo apenas um código numérico. Dezenas de ataúdes continuam empilhados em frente à morgue municipal esperando vagas no cemitério - tanto os corpos identificados quanto os sem identificação - devido ao risco representado à população pela decomposição orgânica dos cadáveres, disse Doris Sánchez, ministra da Mulher e do Desenvolvimento Humano. "É terrível não ter um ente querido identificado. Mas o governo optou por sepultá-los todos e realizar testes de DNA, que levarão aproximadamente três meses para serem concluídos", disse. "Cada pessoa morta tem um código e no decorrer de dois ou três meses, os testes de DNA darão a conhecer, pouco a pouco, quais corpos podem ser identificados." O sepultamento dos cadáveres começou ontem no Cemitério El Angel.

Agencia Estado,

02 Janeiro 2002 | 17h04

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