Vítimas filipinas do tufão Hainan pedem ajuda

As ilhas Filipinas atingidas pelo furacão Hainan enfrentavam sérios problemas nesta segunda-feira. Corpos são vistos nas ruas enquanto sobreviventes pedem alimentos, água e medicamentos.

Agência Estado

11 de novembro de 2013 | 10h25

A polícia fazia a segurança de lojas para evitar que as pessoas saqueassem comida e água, mas também produtos não essenciais como televisores e esteiras. Apesar disso, faltam pessoas encarregadas de retirar os mortos, nem mesmo os que estão ao longo da principal via que leva ao aeroporto de Tacloban, a cidade mais atingida do país.

Duas autoridades disseram no domingo que o tufão, que atingiu as Filipinas na sexta-feira, pode ter matado mais de 10 mil pessoas, mas em razão da lentidão das ações de resgate, os números oficiais estão bem abaixo disso.

O Exército filipino confirmou 942 mortes e governos locais indicam que o número final só será conhecido nos próximos dias.

"Eu não acredito que haja uma única estrutura que não tenha sido destruída ou seriamente danificada de alguma forma", declarou o brigadeiro general Paul Kennedy, do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americano, após ter sobrevoado a cidade. Ele falou na pista do aeroporto de Tacloban, onde suprimentos eram descarregados de um avião de carga C-130, pertencente aos fuzileiros navais.

Autoridades disseram que pelo menos 2 milhões de pessoas em 41 províncias foram afetadas por Haiyan, uma dos tufões mais fortes já registrados a atingir o território filipino.

Soldados filipinos distribuíam alimentos e água em Tacloban e grupos de avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras agências internacionais eram vistos pela primeira vez. O Exército norte-americano enviou alimentos, água, geradores e fuzileiros navais para a cidade, a primeira parte da ajuda internacional para o país.

As autoridades retiraram cerca de 800 mil pessoas antes da passagem do tufão, mas muitos centros de abrigo - escolas, igrejas e prédios do governo feitos de tijolos - não suportaram os ventos e a elevação das águas. Autoridades disseram que pessoas que estavam nesses locais se afogaram ou foram levadas pelas águas.

Haiyan atingiu o litoral leste das Filipinas na sexta-feira e rapidamente se dirigiu para as ilhas centrais, com ventos de 235 quilômetros por hora e rajadas de até 275 quilômetros por hora. Fonte: Associated Press.

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