Social media/Handout via REUTERS
Social media/Handout via REUTERS

Vítimas, testemunhas e parentes de mortos no massacre em Las Vegas buscam compensação

Cinco processos foram abertos na Justiça dos EUA contra os organizadores do festival atacado em 1º de outubro e o hotel que hospedou o atirador e o patrimônio do criminoso; ataque deixou 58 mortos e mais de 500 feridos

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 17h29

LOS ANGELES, EUA - Parentes dos mortos no massacre ocorrido em Las Vegas em 1º de outubro, vítimas que sofreram ferimentos na ação e testemunhas deram entrada nesta segunda-feira, 20, a processos em busca de compensação. As ações judiciais processam os administradores do hotel que hospedou o atirador, os organizadores do show de música country que foi atacado e o patrimônio do criminoso.

+ Vítimas de ataque em Las Vegas não conseguem pagar conta de atendimento médico 

O maior processo envolve 450 pessoas que se feriram ou testemunharam o ataque. Outras quatro ações judiciais representam as famílias dos mortos e vítimas que ficaram feridas gravemente. Todos os processos correm na Justiça de Los Angeles.

O advogado à frente das ações judiciais, Muhammad Aziz, afirmou que os processos foram abertos na Califórnia porque a maioria dos demandantes vive naquele Estado e recebem tratamento de saúde por lá. Aziz ressaltou que a sede da empresa Live Nation Entretainment, que organizou o festival, também é na Califórnia.

O americano Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo a partir de um quarto no 32º andar do hotel Mandalay Bay contra a multidão que assistia ao Route 91 Harvest Festival. E se matou pouco depois.

+ Fabricante de peça que automatiza fuzis é processada por vítimas de ataque em Las Vegas

As vítimas acusam os responsáveis pelo hotel de não ter monitorado as atividades de Paddock de maneira adequada, além de não treinar sua equipe para evitar situações do tipo nem empregar medidas de segurança necessárias.

A organização do festival é acusada de não ter instalado saídas adequadas e não treinar os funcionários para esse tipo de emergência.

Procuradas, as empresas não comentaram os processos. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.