Luciano Cutrera/Efe
Luciano Cutrera/Efe

Viúva admite ter matado governador na Argentina

Segundo Justiça de Rio Negro, Susana Freydoz disse que atirou no marido

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2012 | 03h03

BUENOS AIRES - Susana Freydoz, viúva do governador de Río Negro, Carlos Soria, morto no domingo, é a responsável pelo crime, afirmou ontem a Justiça provincial. Informações extraoficiais indicam que o caso se trata de um crime passional, já que Susana teria descoberto que o marido tinha uma amante. Ela passará por um exame psiquiátrico.

Segundo o presidente do Tribunal Superior de Justiça da província, Victor Nievas, todos os policiais que trabalhavam como guarda-costas do governador - e no momento do disparo estavam fora da casa - ouviram a confissão da viúva.

"Não quis matá-lo", disse Susana após o crime. De acordo com o juiz, o caso está "70% resolvido".

Nievas indicou que Susana - em suposto estado de choque - teria agido em um estado de "emoção violenta", fato que poderia implicar em uma menor pena de prisão. O promotor Miguel Angel Fernández Jahde anunciou que pedirá um exame psiquiátrico para determinar se Susana "por acaso tinha noção da criminalidade de seus atos".

Informações extraoficiais indicam que Susana teria matado o marido após descobrir que ele tinha uma amante. Outros rumores sugerem que ela havia ficado furiosa ao saber que Soria não tinha intenção de levá-la de General Roca, onde residiam, para Viedma, capital da província, onde ela teria funções de primeira-dama.

"As discussões do casal ocorriam desde a campanha para o governo da província", afirmou o juiz Nievas. "O confronto final foi encerrado com esse homicídio."

Susana tinha fama de "ciumenta" e "possessiva" em Rio Negro. Soria era conhecido pela ausência de sutilezas em uma discussão e de ser facilmente irritável. Ele foi morto sobre a cama de sua casa, em General Roca, com um tiro calibre 38 no rosto. Seu corpo foi enterrado ontem.

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