Viúva de vítima das Farc, defende troca de reféns

A advogada Yolanda Pinto discursou ao assumir o cargo de senadora

EFE

14 Julho 2007 | 00h32

A advogada colombiana Yolanda Pinto, viúva de um governador assassinado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com outros nove reféns, disse nesta sexta-feira ao assumir o cargo de senadora que insistirá no Congresso que o Governo e a guerrilha devem chegar a um acordo urgente de troca para a libertação dos seqüestrados."Acho que a experiência dos resgates na Colômbia não tem sido a mais satisfatória", opinou a nova legisladora, cujo marido, Guillermo Gaviria, governador do departamento de Antioquia, foi morto pelos rebeldes durante uma fracassada ação militar.Gaviria e o assessor, o ex-ministro da Defesa Gilberto Echeverri, foram assassinados junto com oito policiais em 5 de maio de 2003. Eles eram mantidos em cativeiro pelas Farc nas florestas colombianas.O governador tinha sido seqüestrado em 21 de abril de 2002 e fazia parte da lista de reféns mantidos com fins de troca, que na época tinha 67 pessoas, entre políticos, militares, policiais e estrangeiros (três americanos)."Há uma fórmula escrita pelos homens há muitas décadas: é o Direito Internacional Humanitário", disse a viúva do governador após assumir a cadeira.A senadora acrescentou que tem certeza de que "o senhor Presidente da República (Álvaro Uribe) e as Farc saberão entender a dor das vítimas do seqüestro e ceder em suas exigências até chegar a um acordo".Yolanda Pinto, do Partido Liberal, assumiu o lugar de Juan Manuel López Cabrales, um dos quatorze legisladores que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) está processando por supostas ligações com as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

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