AFP PHOTO / dpa / Jörg Carstensen
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Viúva do Nobel da Paz Liu Xiaobo chega a Berlim

A soltura da poetisa aconteceu três dias antes da morte de Xiaobo completar um ano, um acontecimento que comoveu a China porque ele teve a libertação negada, mesmo estando com câncer terminal

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 20h50

BERLIM - A escritora Liu Xia, viúva do Nobel da Paz de 2010 e dissidente chinês Liu Xiaobo, chegou nesta terça-feira, 10, a Berlim, na Alemanha.

Depois de deixar Pequim e fazer escala em Helsinque (Finlândia), ela chegou à Alemanha para um tratamento médico, após passar oito anos em prisão domiciliar, sem contato com o mundo exterior, apesar de não ser acusada de crime algum. A escritora entrou em uma caminhonete, que a buscou ao lado do avião, e não passou pelo portão de desembarque, onde era esperada por fotógrafos, jornalistas e vários simpatizantes.

Três membros de Anistia Internacional foram ao Aeroporto de Tegel com cartazes de boas-vindas para a ativista. Pouco antes, a organização emitiu um comunicado dizendo que a libertação da autora era uma notícia "maravilhosa" e pedindo o fim da "perseguição e detenção ilegal realizada por autoridades chinesas".

A organização Repórteres Sem Fronteiras também se posicionou e se disse "aliviada" pela saída de Liu Xia da China, além de criticar a prisão sem justificativa da jornalista Gao Yu. O governo alemão não emitiu nota a respeito.

A soltura da poetisa aconteceu três dias antes da morte de Liu Xiaobo completar um ano, um acontecimento que comoveu a China porque ele teve a libertação negada, mesmo estando com câncer terminal. Desde a morte do marido, a pressão internacional para exigir ao Executivo em Pequim a liberdade de Liu Xia aumentou, especialmente depois que ela mesma, com uma forte depressão, disse em maio que estava disposta a morrer na casa.

"Ela viajou para a Alemanha por vontade própria, para receber tratamento médico", afirmou hoje, em entrevista coletiva, Hua Chunying, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, que geralmente evita responder qualquer pergunta sobre este caso. / EFE

 

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