Viúva nega ter vendido Papel Prensa sob tortura

Na terça-feira, a presidente Cristina Kirchner afirmou que a empresa Papel Prensa foi comprada em 1976 pelos jornais "Clarín" e "La Nación" depois de Lídia Papaleo, viúva do banqueiro David Graiver, então dono da fábrica, ter sido torturada. Mas, ontem à tarde, segundo o jornal "La Nación", Papaleo desmentiu a versão da presidente Cristina. Segundo fontes citadas pelo jornal, Papaleo afirmou ontem à Justiça Federal de La Plata, que investiga crimes cometidos na ditadura, que no período que foi detida e torturada não assinou a venda das ações da Papel Prensa. O irmão de Graiver, Isidoro, e a filha do banqueiro, María Sol, já haviam desmentido que Papaleo tivesse sido torturada na época da venda, em novembro de 1976. Eles disseram que a viúva foi torturada seis meses depois da venda da empresa.

Ariel Palacios CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.