Viúvo de Benazir reúne 100 mil e pede que salvem o Paquistão

Ali Zardari diz que a ex-premiê foi morta pela elite que ela queria mudar; atentado mata 18 em outra campanha

Agência Estado e Associated Press,

09 de fevereiro de 2008 | 15h19

Cerca de 100 mil simpatizantes de Benazir Bhutto reuniram-se no sudeste do Paquistão, na histórica cidade de Thatta, para ouvir o discurso de seu marido durante o primeiro comício realizado pelo partido de oposição ao governo, o Partido Popular do Paquistão, desde seu assassinato, em 27 de dezembro do ano passado. Asif Ali Zardari, viúvo de Benazir, pediu aos paquistaneses que o ajudem a "salvar" o país e a realizar os anseios de Benazir, de criar mais empregos e acabar com a pobreza no Paquistão.   Foto: AP   Veja também:  Homem-bomba mata 25 em comício no norte do Paquistão   "Eu tenho a responsabilidade de salvar o Paquistão", declarou Zardari. Ele disse que Benazir foi assassinada pela elite governante que ela queria mudar. "Este é o motivo pelo qual eles estão contra nós. Se tentarem me parar, eu os destruirei e espero que vocês me apóiem".   Um grande retrato de Benazir, junto à fotografia de seu filho de 19 anos, Bilawal, cobriam o fundo do cenário onde Zardari discursou. Bilawal foi indicado para presidente do partido após a morte de Bhutto, mas como está terminando seus estudos na Universidade de Oxford, Zardari assumiu o posto.   A aproximação das eleições parlamentares em 18 de fevereiro mantém o país em forte comoção política. Em Islamabad, capital do Paquistão, a polícia dispersou com gás lacrimogêneo e água centenas de advogados que tentavam chegar à residência, atualmente blindada, do principal juiz da Suprema Corte do Paquistão, deposto pelo presidente Pervez Musharraf três meses atrás. Vários advogados, entre eles o destacado jurista da Suprema Corte, Athair Minallah, foram presos. "Não sei para onde estão me levando", disse à Associated Press pelo celular quando estava no carro da polícia. Ele disse que os policiais o machucaram na cabeça.   No começo do dia, um Conselho do Tribunal do Paquistão anunciou boicote até as eleições de 18 de fevereiro, como parte de uma campanha para pressionar o governo a readmitir o chefe da justiça e outros 60 juristas que foram depostos por Musharraf.   Em Charsadda, nordeste do Paquistão, um homem-bomba deixou 18 pessoas mortas e 25 feridas durante um comício do Partido Nacional Awami - grupo Pashtun étnico secular. A região é operada por extremistas islâmicos.

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