Viva Rio tem dificuldade para enviar doações ao Haiti

O Viva Rio, ONG carioca que mantém há seis anos o projeto "Honra e respeito por Bel Air", em Porto Príncipe, no Haiti, conseguiu arrecadar R$ 110 mil em três dias para as vítimas do terremoto. No entanto, ainda não sabe quando as doações vão chegar ao país.

MÁRCIA VIEIRA E ROBERTA PENNAFORT, Agencia Estado

15 de janeiro de 2010 | 18h41

O coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, saiu ontem da República Dominicana para tentar chegar ao Haiti por terra. "Estamos organizando o trabalho, a logística e a chegada dos suprimentos", disse, por E-mail.

O avião com equipamentos que vinha da Noruega, país que ajuda a financiar o trabalho do Viva Rio no Haiti, não conseguiu lugar na fila para pousar na capital haitiana. O avião norueguês com 500 tendas para abrigar 5 mil pessoas pousou em Santo Domingo, na República Dominicana, de onde os suprimentos vão continuar viagem por terra.

Segundo Fernandes, a casa onde funciona o Viva Rio não foi afetada e a conexão com a internet já foi restabelecida. O Viva Rio mantém nove brasileiros no Haiti e emprega 400 haitianos nos seus projetos na ilha.

Medicamentos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) doará 40 toneladas de medicamentos fabricados em seu Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) para as vítimas haitianas. Serão disponibilizados kits com 24 remédios, entre eles, analgésicos, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios e antitérmicos, além de soro para reidratação oral.

Há um ano, o Brasil ajudou com 4,7 toneladas de remédios de Farmanguinhos a população da Faixa de Gaza.

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