Vladimir Putin defende a não-intervenção na Síria

O presidente Vladimir Putin defendeu, nesta terça-feira, a política da Rússia de não-intervenção na Síria, alegando que os estrangeiros não têm o direito de interferir em outros países e decidir quem os governará.

Agência Estado

20 de junho de 2012 | 00h07

"Acreditamos que ninguém tem o direito de decidir por outras nações quem deveria estar ou não no poder", disse Putin após a cúpula do G-20 no balneário mexicano de Los Cabos.

"Não é a mudança do regime o fator mais importante, mas o que será feito após a mudança, o que deve ser aplicado constitucionalmente. Feito isso, a violência perde a força e a paz surge no país", afirmou Putin. Ele acrescentou que os lados devem se sentar e resolver e negociar um acordo.

Putin lembrou que "em alguns países do norte africano, a violência continua mesmo após a mudança do regime". A observação foi uma referência velada à instabilidade latente na Líbia, na sequência da saída das forças da Otan após os rebeldes assumirem o poder. As informações são da Dow Jones.

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