Volta a chover no Sri Lanka e situação de inundações se agrava

Regiões central e leste da ilha são as mais afetadas; número de mortos chega a 27

Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 11h43

Mais de 100 mil pessoas tiveram de deixar suas casas no Sri Lanka.

 

BATTICALOA - Os problemas enfrentados pelas milhares de pessoas atingidas pelas enchentes no Sri Lanka se agravam nesta sexta-feira, 14, com a chegada de mais chuvas ao país. Após um breve intervalo durante a noite, novas precipitações atingiram a região central e leste da ilha, onde 27 pessoas morreram.

 

"A situação está claramente piorando", disse Paula Alvarado, porta-voz regional da Federação Internacional da Cruz Vermelha. "Deslizamentos de terra continuam a ocorrer em províncias montanhosas e muitas represas podem se romper. Já temos mais de um milhão de pessoas afetadas e este número deve aumentar rapidamente", disse Alvarado.

 

Cerca de três mil soldados foram enviados para ajudar nos trabalhos, além de caminhões e helicópteros da Força Aérea, enquanto comboios da Organização das Nações Unidas (ONU) lutam para levar suprimentos por terra. Uma grande parcela das pessoas que haviam sido obrigadas a deixar suas casas só foram realocadas recentemente, após décadas de conflitos étnicos entre os Tigres de Liberação do Tamil Eelam e as forças do governo. Muitos também haviam sido vítimas do tsunami de dezembro de 2004.

 

"Muitas famílias estavam voltando para casa após vários anos", disse Reza Hossaini, representante no país do Unicef. "Eles estavam reconstruindo suas vidas, as crianças estavam voltando para as escolas de suas comunidades e agora todos enfrentam esse grave retrocesso", disse Hossaini. Sete caminhões com suprimentos do Unicef, com tanques de água, pastilhas de cloro, cobertores e fogareiros conseguiram chegar na noite de quinta aos distritos de Ampara e Batticaloa, leste do país.

 

Os moradores de Batticaloa, importante área produtora de arroz, disseram que esta é a pior enchente que já viram. "Eu nunca via nada como isso antes", disse o agricultor H.A.D. Jinadasa. "Vai levar meses até nos recuperarmos. Eu perdi tudo, meus campos e o maquinário."

 

Um porta-voz do Centro de Gerência de Desastres disse que o número de pessoas que procura os abrigos estatais aumentou para cerca de 400 mil. "Nós fugimos apenas com as roupas do corpo", disse o estudante Kasthuri Anandakumar, de 17 anos, que perdeu pai e mãe no tsunami de 2004. As informações são da Dow Jones.

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