Volta-se a falar em diplomacia no Oriente Médio

As gestões diplomáticas para a retomada das negociações de paz no Oriente Médio se intensificaram hoje, quando uma delegação européia ofereceu servir de mediadora e o governo dos Estados Unidos se dispunha a divulgar sua nova polícia para a região. Nos enfrentamentos de domingo, uma bomba explodiu em uma área próxima ao hotel Rei Davi, em Jerusalém, enquanto a polícia tratava de desativá-la. Ninguém ficou ferido. Depois de reiterados pedidos americanos para que Israel se retirasse de territórios palestinos, tanques e tropas saíram da cidade de Tulkarem, próxima à linha divisória entre Cisjordânia e Israel, depois de ter permanecido ali por um mês. Entretanto, o governador palestino de Tulkarem, Izzedine Harif, disse que os soldados dominam ainda duas posições nos telhados e que há tanques estacionados na vizinhança da cidade. O exército israelense disse que os dois edifícios estão fora do território controlado pelos palestinos. As incursões em seis cidades palestinas começaram em 18 de outubro, um dia depois que militantes palestinos assassinaram o ministro israelense do Turismo. As tropas continuam cercando Benin, no limite norte da Cisjordânia, única das seis cidades de onde ainda não se retiraram. Dois palestinos feridos em enfrentamentos morreram hoje em hospitais: um jovem de 17 anos feridos em Yabed, Cisjordânia, e um homem de 70 anos ferido no campo de refugiados de Magazai, na Faixa de Gaza, há seis meses, que faleceu em um hospital do Cairo. Uma delegação da União Européia tenta pressionar o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para que aceite a retomada das conversações de paz. A missão é presidida pelo primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, que declarou que existe a "necessidade urgente" de abrir os territórios palestinos. Entretanto, Raanan Guissin, porta-voz de Sharon, disse hoje que "a União Européia já demonstrou no passado falta de equilíbrio em sua política sobre Israel e, consequententemente, sua capacidade para desemprenhar um papel construtivo de mediação é limitada". Depois de se reunir com representantes da UE, Sharon disse que não pode haver paz "até que a violência seja detida".

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