Voluntários estão sendo intimidados para servir nas Forças Armadas dos EUA

Um órgão de fiscalização do Congresso americano denunciou que os recrutadores das Forças Armadas dos Estados Unidos estão apelando para táticas de pressão e intimidação para engrossar suas fileiras. Desde 1973, após a Guerra do Vietnã, as forças armadas dos EUA são integradas totalmente por voluntários. Como resultado do conflito do Iraque, os recrutadores vêm encontrando dificuldades nos últimos dois anos para completar as cotas anuais de inscrição de novos militares. Segundo informou o Escritório de Supervisão do Governo (GAO,sigla em inglês), a violência no Iraque e a melhora da economia dificultam a tarefa dos recrutadores. O resultado é o uso de táticasmais agressivas, como a intimidação, e a meios ilegais, como a falsificação de documentos. A GAO informou que os casos de atitudes "indevidas" dos recrutadores aumentaram de 400 em 2004 para quase 630 em 2005. No mesmo período,os casos de assédio sexual e de falsificação de documentos médicos passaram de 30 para 70, acrescentou. "Um só incidente de atuação indevida pode prejudicar a confiança pública no processo de recrutamento", afirmou a GAO. As Forças Armadas dos EUA contam com cerca de 22 mil pessoasdedicadas ao programa de recrutamento. Entre elas estão os 14 mil recrutadores. Cada um deve conseguir, a cada mês, a inscrição depelo menos dois novos recrutas. O Exército, que mobiliza o maior número dos aproximadamente 130 mil soldados americanos no Iraque, afirmou que este ano completará sem problemas a cota de recrutamento de 80 mil soldados. No ano passado, a cota não foi coberta. A Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais tiveram problemas parecidos. A GAO considera provável que haja muito mais casos de intimidação e de falsificação que não são denunciados. O Departamento de Defesa "não está em situação de garantir ao público em geral que conhece todas as irregularidades que estãoocorrendo", afirma o relatório.

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