Voo fretado leva pessoal da Odebrecht para Malta

Emmanuelle Quintana, mulher de Marcos - funcionário da Construtura Odebrecht retirado da Líbia e levado para Malta num avião fretado - disse ao Estado, em Belo Horizonte, que conseguiu conversar de manhã com o marido pelo telefone. Ele tinha a expectativa de chegar à capital mineira ainda ontem.

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

O analista de sistemas disse que estava bem e não houve problema para deixar a capital líbia, Trípoli.

Mas, segundo Emmanuelle, ainda não estava decidido como seria o regresso ao Brasil.

"Ele não sabia se o grupo (de 114 pessoas) iria de Malta para a Itália ou para Lisboa. Podia ser para Lisboa", afirmou, na esperança de que o marido partisse da capital portuguesa, que tem voo direto para Belo Horizonte.

Nos últimos dias, apesar de não ter sido confirmada a data da partida de Trípoli, Quintana havia sido orientado pela Odebrecht a ficar em casa e com as malas prontas.

Mas um tio do analista de sistemas, o também mineiro Victor Flecha, ainda não conseguiu deixar a Líbia. Ele é funcionário da construtora Queiroz Galvão e vive em Benghazi, no leste do país que está sob controle dos opositores do governo de Muamar Kadafi.

"A informação que o Marcos tinha era que os brasileiros que estão em Benghazi seriam retiradas de navio, mas não sabia quando", disse Emmanuelle.

A assessoria da Queiroz Galvão afirmou que a retirada de seus funcionários já está sendo providenciada.

Ontem, também chegou à capital mineira o engenheiro José Geraldo, funcionário da Andrade Gutierrez. Ao desembarcar no aeroporto de Cumbica, ele afirmou que não teve problema para deixar Trípoli. Por meio de sua assessoria, a Andrade Gutierrez informou que está finalizando a retirada de quatro brasileiros que ainda estão na Líbia.

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