Roslan RAHMAN / AFP
Roslan RAHMAN / AFP

Voo mais longo do mundo decola em Cingapura rumo aos EUA

Passagens de ida e volta para o percurso de mais de 18 horas custaram US$ 4 mil; para o conforto dos passageiros, empresa fechou parceria com um spa

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 19h38

CHANGI, CINGAPURA - Decolou nesta quinta-feira, 11, o voo comercial mais longo do mundo, com cerca de 18 horas. O Airbus A350-900 da Singapore Airlines deixou o Aeroporto de Changi, em Cingapura, rumo a Newark, nos arredores da cidade americana de Nova York levando 167 passageiros.       

A viagem percorre uma distância de 16,7 mil quilômetros e as passagens de ida e volta foram vendidas a partir de US$ 4 mil. O avião não tem classe econômica e conta com uma classe executiva com 67 camas e 94 assentos de "classe econômica Premium". 

Para amenizar os efeitos de um voo tão longo, a Singapore Airlines fechou uma parceria com um spa que definiu "estratégias de sono, exercícios de alongamento guiados e um cardápio com base na ciência", que conta com pratos como ceviche de camarões, frango orgânico e Pappardelle de abobrinha". O cardápio foi definido visando a priorizar não só o sabor, mas também a nutrição e a prevenção da desidratação, levando em consideração que os passageiros passarão muito tempo sem se movimentar.       

Para aqueles que não quiserem fazer exercícios, o sistema de entretenimento do voo tem 1,2 mil filmes e programas de televisão à disposição dos passageiros, que também poderão ter acesso a uma conexão Wi-fi de 200 megabytes pagando uma taxa adicional.  

A Singapore Airlines já operou um voo parecido, de 2004 a 2013, de Singapura para o JFK, em Nova York , quando o preço do petróleo era de US$ 100 por barril. Atualmente, com o valor na casa dos US$ 75, a empresa resolveu retomar as viagens longas. A evolução tecnológica permitiu que os aviões ficassem mais leves e eficientes, consumindo 25% menos combustível que o Boeing 777, que era usado na antiga viagem, além de contarem com capacidade de armazenamento de combustível 17% maior, o que também permitiu a instalação do dobro de assentos. / ANSA

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