Voo MH370 não violou espaço aéreo do Casaquistão, diz governo

Avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de uma semana poderia ter seguido rota para o país

O Estado de S. Paulo,

17 de março de 2014 | 15h09

ALMATY- O governo do Casaquistão afirmou nesta segunda-feira que não detectou "uso não autorizado" de seu espaço aéreo por qualquer aeronave em 8 de março, o que torna improvável que o avião desaparecido da Malaysia Arlines tenha sido desviado para o norte via Tailândia.

O voo MH370, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, poderia, hipoteticamente, ter entrado no espaço aéreo do país da Ásia Central, mas teria sido detectado, informou o Comitê de Aviação Civil do Casaquistão, em um comunicado detalhado enviado à Reuters.

"Mesmo que todos os equipamentos de bordo estivessem desligados, seria impossível voar através (do espaço aéreo do país) de modo silencioso", disse o comunicado assinado pelo vice-chefe do comitê, Serik Mukhtybayev. "Também há órgãos militares monitorando do espaço aéreo do país."

Aviões da Malaysia Airlines realizaram nove voos regulares de e para a Europa sobre o território do Casaquistão em 8 de março, disse Mukhtybayev.

"Pensando hipoteticamente, antes de chegar ao território do Casaquistão este avião teria que voar sobre outros países ao longo de sua rota, onde a zona de voo também é monitorada de perto, então teríamos recebido informações desses países", acrescentou.

O presidente executivo da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahya, disse nesta segunda-feira que não ficou claro exatamente quando um dos sistemas de monitoramento automático do avião foi desativado, aparentemente contradizendo os comentários de ministros do governo no fim de semana.

As suspeitas de sequestro ou sabotagem aumentaram quando as autoridades disseram no domingo que a última mensagem de rádio do avião - um informal "tudo bem, boa noite"-  foi dita depois que o sistema, conhecido como Acars, havia sido desconectado. /REUTERS

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