Voos são retomados em NY, mas neve ainda afeta cidades da costa leste

Mais de 6.000 voos foram cancelados em 24 horas e o tráfego rodoviário e ferroviário ainda registra sérias dificuldades

Reuters e Efe,

28 de dezembro de 2010 | 18h08

 

NOVA YORK - Nesta terça-feira, 28, nova-iorquinos limpavam a neve com pás depois que uma das maiores nevascas da história atingiu a cidade. Milhares de viajantes presos em aeroportos finalmente começaram a embarcar em voos atrasados pela tempestade que cobriu o nordeste dos Estados Unidos um dia depois do Natal.

 

As ruas normalmente movimentadas da cidade estavam praticamente vazias, muitas ainda cobertas por montes de neve, e o transporte público, gravemente afetado, retomava as operações regulares, depois que 50,8 centímetros de neve cobriram Nova York num período de 17 horas entre domingo e segunda-feira.

 

"No começo, foi empolgante e bacana ver toda essa neve, já que sou do Texas, mas no segundo dia ficou bem frustrante. As calçadas estavam uma bagunça", disse o turista Will Robinson, de 24 anos. Boston, Filadélfia e outras cidades da Costa do Atlântico também sofreram com nevascas e todos batalhavam para voltar ao normal depois de um feriado em que o lixo não foi recolhido, os escritórios ficaram fechados e os consumidores ficaram em casa. Este período normalmente é o mais movimentado do ano para o comércio.

 

O mercado financeiro operou normalmente, mas o volume de negócios de segunda-feira de 2 bilhões de ações na Bolsa de Nova York foi o mais fraco do ano.

 

 

Aeroportos. Milhares de pessoas continuam sendo afetadas em toda Costa Leste dos EUA pela neve. Mais de 6.000 voos foram cancelados em 24 horas, enquanto o tráfego rodoviário e ferroviário ainda registra sérias dificuldades.

 

"A situação ainda é ruim", reconheceu hoje o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em conferência de imprensa dois dias após o início da tempestade na cidade.

 

Os três principais aeroportos que servem Nova York - JFK, Newark e Laguardia - foram reabertos depois de ficarem fechados por cerca de 24 horas.

 

Só nestes três aeroportos mais de 1.400 pessoas foram forçadas a passar pelo menos uma noite nos terminais, detalhou hoje a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que reconhece que, apesar de sua reabertura, os aeroportos ainda operam de forma limitada e acumulam atrasos.

 

As companhias aéreas deverão precisar de mais um dia ou dois para dar conta de atender todos os passageiros das listas de espera.

 

Um avião da British Airways ficou por quase oito horas na pista do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, depois de aterrissar de um voo de Londres na terça-feira. A companhia aérea responsabilizou o congestionamento aéreo e a falta de pessoal de imigração e de alfândega.

 

Um cadeira caiu do cabo do teleférico no resort de esqui Sugarloaf Mountain, no Maine, na terça-feira, ferindo oito pessoas, disse o resort em nota. O resort, na segunda montanha mais alta do Maine, tinha ventos de até 63 quilômetros por hora e temperaturas de menos 11 graus Celsius.

 

Prefeitura. Os mais de 50 centímetros de neve que caíram no Central Park marcaram a sexta maior nevasca de Nova York desde que são feitos registros, disse um porta-voz do Serviço Nacional do Tempo. Até 81 centímetros de neve caíram em Nova Jersey. Os ventos atingiram 105 quilômetros por hora. O recorde de neve para Nova York é de 67,1 centímetros, em 11 e 12 de fevereiro de 2006.

 

Os nova-iorquinos reclamaram dos serviços da prefeitura, com a frota de 2.000 caminhões de limpeza de neve enfrentando os quase dez mil quilômetros de ruas da cidade. Com ambulâncias e ônibus atolados na neve e muitos bairros nos distritos fora da ilha de Manhattan sem serviços de limpeza de neve, choveram acusações de que a prefeitura não se preparou para uma nevasca que foi prevista há dias.

 

"Se sua rua foi limpa, a resposta foi adequada. Se sua rua não foi limpa, não foi adequada. Gritar e reclamar sobre isso não ajuda", disse o prefeito Michael Bloomberg em entrevista coletiva.

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