Votação começa com filas e sem empolgação

Os egípcios começaram a votar ontem no primeiro dos dois dias de eleição presidencial que se encerram hoje. O segundo turno da votação ocorre depois de a Suprema Corte do país ter determinado que o Parlamento, eleito meses atrás e controlado pela Irmandade Muçulmana, fosse dissolvido. Na última semana, prisões sem mandado também foram autorizadas.

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2012 | 03h04

Não há favorito na primeira eleição presidencial relativamente livre da história do Egito. De um lado, está Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana. De outro, Ahmed Shafiq, ex-premiê e ministro da Aeronáutica durante o regime de Hosni Mubarak. Existe um temor de violência depois de serem anunciados os primeiros resultados hoje, independentemente de quem seja o vencedor.

"É difícil fazer uma previsão porque as pesquisas têm sido extremamente imprecisas e não dá para prever qual será o comparecimento às urnas", disse em análise Hani Sabra, especialista em Egito da consultoria de risco político Eurasia.

Diferentemente do que aconteceu no primeiro turno, não havia o mesmo sentimento de celebração nas urnas no Cairo ontem. Em algumas regiões do Cairo e Alexandria, havia fila nos postos de votação. Muitos diziam estar votando contra um dos candidatos, e não a favor de Morsi ou Shafiq. / AP. COLABOROU GUSTAVO CHACRA

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