Votação da lei que define Israel como 'Estado judeu' é adiada

Projeto causa polêmica e é interpretado por minorias como ofensivo

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 16h59

JERUSALÉM - A coalizão de partidos que apoiam o governo do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, decidiu nesta segunda-feira, 24, adiar em uma semana a apresentação ao Parlamento do projeto de lei que tem causado polêmica por definir Israel como um "Estado judeu".

Ze'ev Elkin, presidente da coalizão, informou à chefia do governo que os representantes das cinco legendas aliadas no Executivo tinham pedido o adiamento do processo legislativo para tentar obter um consenso interno, informou a rádio pública israelense.

O projeto de lei foi respaldado domingo pelo governo e seria votado nesta quarta-feira em leitura preliminar. A proposta, que inclui a eliminação do árabe como língua oficial e outras medidas já contempladas em normas da legislação local, foi apresentada por quatro deputados ultranacionalistas que reivindicam o reforço do caráter judeu de Israel.

A legislação "é essencial para garantir o caráter de Israel como Estado do povo judeu frente aos desafios que são apresentados pela comunidade internacional", disse Netanyahu durante a sessão de domingo do Conselho de Ministros.

O projeto resultou em um debate interno sobre a necessidade de uma lei, interpretada pelas minorias - essencialmente de origem árabe - como um ofensa à sua condição de cidadãos israelenses de pleno direito e repudiada por muitos juristas em Israel. /EFE

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