Dylan Martinez/ Reuters
Dylan Martinez/ Reuters

Britânicos não precisarão deixar a Alemanha após Brexit, diz ministério; votação é no dia 15

Em dezembro, a primeira-ministra britânica, Theresa May, adiou a votação após constatar que o pacto seria derrotado por larga margem no Parlamento

Redação, O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2019 | 09h17

BERLIM - Um porta-voz do ministério do Interior alemão afirmou nesta segunda-feira, 7, que cidadãos britânicos não precisarão deixar a Alemanha caso o Reino Unido deixe a União Europeia sem um acordo.

Os britânicos poderão manter os direitos de moradia por um período de três meses após o Brexit, com mais prolongamentos possíveis, acrescentou o porta-voz. Segundo o ministério, nesse período os britânicos na Alemanha teriam que se registrar para adquirir o direito formal de continuar no país.

Já o ministério dos transportes afirmou nesta segunda que os alemães estavam em contato com os britânicos para evitar uma disrupção nos transportes aéreos caso o Reino Unido saia do bloco econômico sem um acordo.

Votação do Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, vai realizar a votação no Parlamento do acordo do Brexit no dia 15 de janeiro, próxima semana, disse a BBC nesta segunda, citando fontes do governo.

May foi forçada a adiar a votação do acordo em dezembro após constatar que o pacto seria derrotado por larga margem. O governo já havia afirmado que a votação seria realizada na semana de 14 de janeiro.

No domingo, May disse que o Reino Unido será um território desconhecido se o acordo for rejeitado pelo Parlamento, apesar dos poucos sinais de que ela conquistou o apoio de parlamentares céticos. Em dezembro, a primeira-ministra superou uma moção de censura que poderia lhe destituir o cargo.

Em 29 de março deste ano, após dois anos de negociações em busca de um acordo, o Reino Unido sairá do bloco da União Europeia. Caso o Parlamento britânico não aprove o divórcio de May, o Reino Unido pode fazer uma saída brusca da União Europeia, afetando as relações comerciais com o continente europeu. / REUTERS

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