Votação é encerrada na Tailândia

A Polícia detonou de forma controlada uma pequena bomba que tinha sido colocada em um colégio eleitoral em Pattani, capital da província do mesmo nome situada na região sul do país. Em outras regiões houve registros de pessoas que rasgaram suas cédulas de votação em protesto pela situação política do país. Várias pessoas, entre elas dois professores universitários, foram detidas por rasgar suas cédulas. A Polícia considerou que a jornada eleitoral, que começou às 8h locais (22h de Brasília deste sábado) e foi encerrada sete horas depois, transcorreu sem incidentes violentos. O maior fluxo de eleitores foi registrado nas províncias do norte da Tailândia, onde nasceu o primeiro-ministro interino Shinawatra. No sul, reduto do Partido Democrata, o movimento foi muito baixo. O Exército se encontrava em estado de alerta máximo em Pattani, Yala e Narathiwat, as três províncias de maioria muçulmana situadas no sul da Tailândia, para prevenir eventuais ações armadas por parte dos militantes do movimento separatista islâmico que em janeiro de 2004 retomou a luta causando desde então mais de 1.300 mortos. As eleições foram convocadas de forma antecipada por Shinawatra para aplacar a campanha dos grupos civis que, desde janeiro, pedem sua renúncia em grandes manifestações, até o momento pacíficas. O boicote dos partidos Democrata, Chart Thai (Nação Tailandesa) e Mahachon transformou o pleito em um plebiscito à gestão de Shinawatra, cujo partido, o nacionalista Thai Rak Thai, se apresentou sozinho em 265 das 400 circunscrições eleitorais do país. Shinawatra afirmou durante a campanha que renunciará ao cargo de primeiro-ministro caso seu partido Thai Rak Thai não consiga atingir metade dos votos depositados no pleito. Cerca de 45 milhões de tailandeses, de uma população total de quase 64 milhões, puderam votar nas eleições parlamentares.

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