Al Drago / The New York Times
Al Drago / The New York Times

Votação sobre acusações de impeachment contra Trump ocorre nesta sexta

Após um debate de 14 horas, o presidente do Comitê Judicial da Câmara optou pelo adiamento para que os membros tenham mais tempo para refletir sobre as provas apresentadas

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 10h09

WASHINGTON - Os democratas votarão as acusações do julgamento político contra Donald Trump nesta sexta-feira, 13, após um debate de 14 horas contra os republicanos sobre a suposta má conduta do presidente americano ao buscar o apoio político da Ucrânia

No fim da noite de quinta-feira, durante uma audiência de várias horas do Comitê Judicial da Câmara dos Deputados, o presidente da comissão, Jerry Nadler, adiou uma votação prevista sobre as duas acusações do impeachment, alegando que desejava dar tempo aos membros do comitê para refletir sobre as provas apresentadas contra Trump.

Os republicanos acusaram Nadler de dirigir uma "corte canguru", mas o democrata Jamie Raskin disse que eles não queriam ser acusados de tomar uma decisão tão importante contra o presidente na calada da noite.

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"Queríamos fazer isso em plena luz do dia para que todos pudessem ver exatamente o que está acontecendo", afirmou ele à emissora CNN após o debate.

Divisão política

A decisão de adiar a votação para esta sexta-feira às 10h00 (12h em Brasília) foi tomada após 14 horas de um debate exibido ao vivo, que serviu para demonstrar a profunda divisão política do país.

Os republicanos do Comitê Judicial da Câmara denunciaram o processo, que consideram um ataque ilegítimo contra o presidente e seus partidários, enquanto os democratas rejeitaram os esforços de seus oponentes para anular os artigos do julgamento político que desejam abrir contra Trump

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O presidente é acusado de condicionar uma ajuda militar crucial para a Ucrânia e um encontro em Washington com o presidente ucraniano à abertura por Kiev de uma investigação sobre um potencial rival nas eleições de 2020, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden e seu filho, Hunter Biden. 

Também é acusado de tentar obrigar Kiev a investigar uma teoria desacreditada de que a Ucrânia interferiu nas eleições presidenciais de 2016 para ajudar o Partido Democrata.

Sessão marcada por confrontos

Na quarta-feira, os congressistas realizaram um debate acalorado, durante o qual Jerry Nadler pediu aos republicanos que "não justificassem um comportamento que sabem que está errado".

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Os legisladores deveriam se concentrar na quinta nos detalhes do procedimento para modificar os artigos do julgamento político, mas a sessão foi marcada por muitos confrontos.

Nadler repreendeu os republicanos que afirmaram que os democratas estão obcecados em derrubar o presidente e tentar "subverter" a capacidade do Congresso de controlar o Poder Executivo.

"Queremos um ditador, sem importar o quão popular, independente de quão bons ou ruins são os resultados de suas políticas?", questionou ele. "Nenhum presidente deve ser um ditador nos Estados Unidos". / AFP

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