Votação tem clima tranquilo na Bolívia

Na véspera do pleito, conta de emissora estatal no Twitter foi invadida e divulgou boatos de que Evo havia morrido

Murillo Ferrari, enviado especial / La Paz, O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2014 | 17h05

LA PAZ - Apesar das longas filas enfrentadas pelos bolivianos em algumas zonas de votação, a eleição que definirá o novo presidente e renovará o Congresso transcorreu sem grandes problemas na maior parte do país durante a manhã e o começo da tarde deste domingo, 12.

Pela manhã, enquanto resultados de seções de votação na Ásia e na Europa começavam a ser recebidos pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia, os principais candidatos à presidência votavam em vários Departamentos (Estados) do país.

Favorito para vencer já no primeiro turno, o presidente Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), votou pouco depois das 8 horas na Vila 14 de Setembro, na Província de Chapare, em Cochabamba. Depois, ele se dirigiu à sede do governo, em La Paz, onde esperará os resultados preliminares da votação.

Quase no mesmo horário, Fernando Vargas, do Partido Verde da Bolívia (PVB), votou no Departamento de Trinidad. Vargas elogiou a participação popular na votação.

O principal candidato da oposição, Samuel Doria Medina, da Unidade Democrática (UD), votou por volta das 9 horas em uma escola na zona sul de La Paz. Ao sair da seção de votação, Doria Medina disse que foi o vencedor em Tóquio - onde 146 bolivianos estavam habilitados a votar.

O candidato pelo Movimento Sem Medo (MSM), Juan Del Granado, também votou pela manhã. Apenas o ex-presidente e candidato pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Jorge Quiroga, preferiu ir às urnas no começo da tarde.

Boatos. Na véspera da eleição, a conta oficial da emissora estatal BoliviaTV foi invadida e divulgou falsas mensagens de um atentado que teria resultado na morte de Evo.

"(Estão) suspensas as eleições de amanhã (domingo) em razão do falecimento do presidente Evo Morales. Seguiremos informando", escreveu, por volta das 22 horas do sábado a conta da emissora. Até o começo da tarde deste domingo, a página continuava publicando informações negativas em relação ao presidente e ao seu vice, Álvaro García Linera.

O governo boliviano afirmou que a invasão pode ser considerada o ensaio de uma tentativa de magnicídio contra Evo. "Iniciaremos uma investigação profunda para descartar que o objetivo dessa invasão seja um ensaio para medir a reação social frente a um possível magnicídio", disse o vice-ministro de Comunicaçao, Sebastián Michel, em declarações à agência estatal ABI.

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