Vulcão continua jogando cinzas e obstruindo voos

Grupo de pesquisadores sobrevoou o local para tentar descobrir quanto tempo mais a erupção vai continuar

17 de abril de 2010 | 08h36

Sem previsão. De acordo com pesquisadores islandeses, atividade vulcãnica aumentou e não mostra sinais de que terminará tão cedo. Foto: Olafs / EFE

 

Associated Press, LONDRES - Uma interminável nuvem de cinza vulcânica obrigou as autoridades europeias a ampliarem as restrições quanto ao uso do espaço aéreo neste sábado, 17.

 

Pesquisadores islandeses advertem que a atividade vulcânica aumentou e não mostra sinais de que terminará tão cedo, o que pode gerar mais problemas e caos nos aeroportos.

 

Apesar da coluna de cinzas e fumaça, um vento do norte liberou a visibilidade o suficiente para que os cientistas pudessem sobrevoar o vulcão neste sábado.

 

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Eles pretendem observar qual foi a quantidade de gelo derretido para que possam calcular durante quanto tempo mais a erupção vai expelir cinzas.

 

Como o vulcão está localizado debaixo de um densa camada de gelo glacial, o magma se esfria rapidamente provocando explosões e colunas de cinza que podem ser catastróficas para os motores dos aviões se os ventos de agora se mantiverem como estão.

 

"A atividade tem sido bastante vigorosa durante toda a noite, o que provoca o aumento da coluna de explosão", disse o geólogo islandês Magnus Tumi Gudmundsson em entrevista à agência AP neste sábado, 17.

 

"É a mescla de magma com água que está provocando as explosões. Infelizmente, ao que parece não há um final à vista", acrescentou. 

 

Uma ampla nuvem de cinzas e pó se estende por alguns pontos da Europa ocidental, provocando cancelamento dos voos de sábado e alguns de domingo.

 

Passageiros ansiosos contam que perderam casamentos, formaturas e férias devido à nuvem que domina os céus e os deteve de chegarem aos seus destinos. Ela também impediu os planos de alguns chefes de estado e de governo que planejavam assistir ao funeral do presidente polonês Lech Kaczynski e de sua esposa María, mortos num acidente aéreo no domingo, 11.

 

 

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