Vulcão em erupção deixa ao menos cinco mortos no Equador

Centenas de pessoas fugiram da avalanche de lavas e pedras quando a erupção de um vulcão nas montanhas andinas do Equador soterram vilas, deixando ao menos cinco pessoas mortas e 60 desaparecidas nesta quinta-feira. Ao menos uma dúzia de vilas e cidades ao oeste do vulcão foram seriamente destruídas. Autoridades locais informaram que 600 pessoas conseguiram fugir em tempo, depois de receberem um alerta na última quarta-feira sobre a possibilidade do vulcão entrar em atividade."É uma catástrofe indescritível", afirmou Juan Salazar, prefeito de Penipe, uma das cidades atingidas. Na vila de Palitagua, telhados foram queimados e perfurados por pedras saídas do vulcão. As cidades de Bilbao e Penipe também foram gravemente atingidas. Chilibu, Choglontuz e Palitagua "não existem mais - tudo está perdido", afirmou Salazar.Apesar da redução da atividade, o vulcão continuou emitindo material incandescente pela encosta oeste, como havia acontecido na quinta-feira, provocando o corte de estradas e bloqueando o rio Chambo.A fumaça expelida pelo vulcão tomou toda a extensão entre os Andes e o Pacífico, fazendo com que os vôos entre Quito e Guayaquil - maior cidade do país - fossem suspensos pela falta de visibilidade, afirmou Rene Estrella, chefe do aeroporto da capital.Autoridades do país ordenaram que os moradores das proximidades do vulcão deixassem suas casas. A Defesa Civil do Equador afirmou que cerca de 4.500 pessoas podiam escapar das lavas.O presidente Alfredo Palácio afirmou que o governo disponibilizou 2 milhões de dólares para ajudar os desabrigados pela erupção.Depois de permanecer adormecido por 80 anos, o Tungurahua voltou a entrar em atividade em 1999. Aproximadamente 3.700 pessoas receberam ordens de sair de suas casas em julho, depois de um alerta, mas muitos voltaram em seguida.Hugo Yepes, diretor do Instituto de Geofísica, afirmou que agora o vulcão está em "estado de calma total", mas novas erupções são esperadas.

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