U.S. Geological Survey / AP
U.S. Geological Survey / AP

Milhares de pessoas são aconselhadas a deixar suas casas no Havaí em razão do vulcão Kilauea

Segundo a Defesa Civil, cerca de 10 mil pessoas vivem na região sob risco; o vulcão, que é um dos mais ativos do mundo, tem provocado uma série de tremores de terra

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 03h24
Atualizado 04 Maio 2018 | 10h32

WASHINGTON - Milhares de pessoas foram aconselhadas a abandonar suas residências na quinta-feira, 5, em uma das principais ilhas do Havaí em razão da erupção do vulcão Kilauea, um dos mais ativos do mundo, que tem provocado uma série de tremores de terra.

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"O departamento de Obras Públicas verificou emissões de vapor e lava na cratera da subdivisão Leilani na área de Mohala Street", informou a Defesa Civil em sua página no Facebook.

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Um funcionário do órgão acrescentou que cerca de 10 mil pessoas vivem na zona sob risco, e que a retirada é "voluntária".

Especialistas da unidade de observação de vulcões do Serviço Geológico dos EUA (USGS) estão na região para avaliar a erupção, que começou por volta das 23h45 (em Brasília).

Às 17h30, um terremoto com 5 graus de magnitude ao sul da cratera Puu Oo provocou deslizamentos de rochas e seu potencial colapso para dentro, segundo o USGC.

"Uma coluna de fumaça de curta duração produzida por este evento se elevou ao céu e está se dissipando para o sudoeste a partir de Puu Oo", informou o Serviço Geológico, advertindo que as pessoas nesta área "podem sofrer com a queda de cinzas".

As autoridades alertam que os risco da erupção em curso incluem "potenciais concentrações de gás de dióxido de enxofre", além de explosões de metano que poderão lançar grandes rochas e fragmentos em áreas próximas arborizadas, provocando incêndios.

O governador David Ige convocou a Guarda Nacional e advertiu a população para que fique atenta às orientações da Defesa Civil. "Por favor, estejam alertas e preparados para manter a salvo suas famílias", escreveu ele em sua conta no Twitter.

Um centro comunitário local foi aberto para receber desabrigados em razão da ameaça, informou a Defesa Civil. / AFP


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