Vulcão leva Europa ao terceiro dia de caos aéreo

Pelo terceiro dia consecutivo, os aeroportos da Europa permaneceram fechados em razão da erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, ampliando o caos no transporte aéreo internacional. Sem melhorias na meteorologia, as nuvens de cinzas continuam invadindo o continente, rumando ao sul e ao leste, e ampliando o número de países prejudicados pela proibição de voar. As principais autoridades de aviação civil estenderam o fechamento dos aeroportos, alguns até segunda-feira.

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE, Agência Estado

17 de abril de 2010 | 13h54

Pela previsão do Eurocontrol, o escritório de controle do tráfego aéreo na Europa, mais 16 mil voos devem ser cancelados hoje - de 22 mil previstos em um sábado normal. No balanço dos três últimos dias, cerca de 41 mil decolagens foram proibidas em razão do risco de panes mecânicas e eletrônicas que podem ser provocadas pelas cinzas.

Pior: não há perspectivas de melhoria do quadro. Segundo Magnus Tumi Gudmundsso, geólogo do Escritório Islandês de Meteorologia, os prognósticos para o final de semana não são favoráveis. "A atividade foi vigorosa durante na noite (de sexta-feira para o sábado), causando um reforço da coluna eruptiva", explicou, falando à agência Associated Press. "É uma mistura de magma e de gelo que cria a explosividade. E, infelizmente, parece que não estamos próximos do fim."

A consequência do fenômeno foi mais uma vez o caos no transporte aéreo da Europa. Aeroportos da Irlanda e da Escócia, onde pousos e decolagens chegaram a ser autorizados pela manhã, voltaram a fechar. Na Inglaterra, todos os terminais seguiam fechados, inclusive os de Heathrow, o maior aeroporto da Europa em número de passageiros. Apenas voos de urgência eram autorizados no sábado, e a perspectiva era de que o quadro se mantivesse pelo menos até as 18h, horário local, 14h no Brasil.

Na França, a situação é idêntica. No Aeroporto Charles de Gaulle, o segundo maior entroncamento aéreo do continente, os aviões permaneceram no chão. Em Orly, o segundo maior do país, os saguões permaneciam cheios de passageiros à espera da confirmação de seus voos - o que não aconteceu. As filas de passageiros se transferiam dos balcões de check-in para as lojas das companhias aéreas, obrigadas a cancelar todos os voos e a reembolsar os clientes.

Além da Grã-Bretanha e da França - onde alguns aeroportos ficarão fechados até a manhã de segunda-feira -, o espaço aéreo permanecia total ou parcialmente fechado mais de 20 países da Europa, incluindo a Holanda e Alemanha, onde se localizam os aeroportos de Schiphol e Frankfurt, dois importantes entroncamentos do continente.

Tudo o que sabemos sobre:
vulcãoEuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.