Vulcão na Indonésia encurta viagem de presidente ao G20

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, encerrará sua viagem ao encontro do G20 mais cedo para acompanhar a resposta à perigosa erupção do vulcão em seu país, disse ele nesta quinta-feira.

REUTERS

11 de novembro de 2010 | 11h17

O vulcão Monte Merapi, localizado nos subúrbios da cidade de Yogyakarta, na Java Central, começou a expelir gás e nuvens de cinzas há mais de duas semanas, e desde então já matou 194 pessoas e forçou a retirada de mais de 320 mil pessoas, além de atrapalhar os voos sobre a região.

O presidente Yudhoyono disse que reduzirá sua viagem para apenas um dia. Ele viajará da capital sul-coreana ao Japão para a reunião da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico, antes de voltar para casa no domingo.

"Preciso ter certeza de que a abordagem ao Merapi está funcionando bem", disse Yudhoyono. "Não posso deixar meu país por muito tempo".

A Indonésia também está vivendo momentos difíceis após o tsunami que matou ao menos 445 pessoas próximo da ilha de Sumatra no final de outubro.

O principal vulcanólogo da Indonésia disse à Reuters que a intensidade das erupções estava diminuindo, mas uma zona de 20 quilômetros de exclusão ao redor do vulcão continuava em vigor.

"Nesta manhã nossa câmera de monitoramento mostrou lava quente saindo junto com fortes barulhos a 12 quilômetros do pico", disse ele.

Ao menos 146 pessoas já morreram com o gás quente ou as cinzas desde o começo das erupções e mais 48 morreram em incidentes relacionados, como acidentes de veículos ou nos acampamentos de refugiados, disse Sugeng Triutomo da Agência de Gestão de Desastres Naturais.

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